IMUNO-HISTOQUÍMICA

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O exame anátomo-patológico é aquele no qual o médico patologista avalia um material biológico de um paciente, que foi retirado por biópsia, cirurgia, punção ou outro tipo de coleta. Algumas vezes, o médico patologista precisa de técnicas complementares para conseguir alcançar o diagnóstico correto. Dentre estas técnicas, o estudo Imuno-histoquímico exerce papel fundamental para fins de diagnóstico e prognóstico de muitas doenças.

O propósito da imuno-histoquímica é reconhecer antígenos e assim identificar e classificar células específicas dentro de uma população celular morfologicamente heterogênea (ou aparentemente homogênea). A visualização do complexo antígeno-anticorpo é possível pela adição de um cromógeno conjugado ao anticorpo e enzima que pode então ser observado ao microscópio.

O laboratório Fonte Medicina Diagnóstica conta com modernos equipamentos que realiza, de forma automatizada reações imuno-histoquímicas, proporcionando maior agilidade e precisão na realização das reações, maior segurança na realização dos procedimentos por tratar-se de aparelhos informatizados com código de barras além do preenchimento de especificações preconizadas pela ANVISA.

ENTRE AS PRINCIPAIS APLICAÇÕES DA IMUNO-HISTOQUÍMICA TEMOS:

 

DETERMINAÇÃO DE FATORES PREDITIVOS DE NEOPLASIAS

Alguns marcadores imuno-histoquímicos podem ser utilizados para identificar móleculas-alvo para tratamentos oncológicos modernos e individualizados, beneficiando os pacientes, como os receptores de estrogênio e progesterona e oncoproteína c-erbB-2/HER2 no câncer de mama, o CD20 nos linfomas, o EGFR e VEGFR em diversos tipos de tumores, entre outros.

DETERMINAÇÃO DE FATORES PROGNÓSTICOS DE NEOPLASIAS

Alguns marcadores imuno-histoquímicos podem ser utilizados para identificar o provável comportamento de uma determinada neoplasia,

 DETERMINAÇÃO / SUGESTÃO DE SÍTIO PRIMÁRIO DE ADENOCARCINOMA

Alguns adenocarcinomas são descobertos sem sítio primário identificado clinicamente. A imuno-histoquímica pode sugerir o sítio primário mais provável e auxiliar na escolha do tratamento mais adequado, bem como conhecimento do prognóstico.

como a oncoproteína p53 e o antígeno Ki-67 em carcinomas, linfomas e tumores cerebrais.

DETERMINAÇÃO DE TIPO / SUBTIPO DE LINFOMAS E LEUCEMIAS

A adequada classificação destas neoplasias permite o tratamento personalizado e mais eficaz, bem como conhecimento do prognóstico.

DIAGNÓSTICO DE TUMORES INDIFERENCIADOS

Algumas vezes o exame histopatológico não consegue definir se um tumor é um carcinoma ou linfoma ou melanoma ou sarcoma. Como cada tipo de tumor tem um tratamento e evolução diferente, é importante tentar diferenciá-los através da imuno-histoquímica, que vai pesquisar moléculas associadas a diferentes tipos de tumor.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE TUMORES E ESTADOS REACIONAIS

Alguns processos inflamatórios (reacionais) podem ser de difícil distinção com câncer pelo exame histopatológico. Por exemplo: linfadenites x linfoma; alterações prostáticas benignas x câncer de próstata; doenças benignas x câncer de mama.

DIAGNÓSTICO DE DIVERSAS DOENÇAS INFECCIOSAS

Por vezes é difícil determinar o agente etiológico de doenças infecciosas, particularmente os vírus. A imuno-histoquímica pode identificar as moléculas produzidas por diversos agentes infeciosos, como o da toxoplasmose e muitos vírus, como o Citomegalovírus (CMV), vírus de Epstein-Barr (EBV), Herpes simplex tipos I e II, vírus das Hepatites B e C, HSV8 etc.

CLASSIFICAÇÃO MOLECULAR DO CÂNCER DE MAMA

Através da análise dos marcadores de receptor de estrogênio, receptor de progesterona, oncoproteína HER2 / c-erbB-2 e antígeno Ki-67 é possível definir um dos 4 perfis moleculares do adenocarcinoma de mama -tipos LUMINAL A, LUMINAL B, HER2 ou BASAL / TRIPLO NEGATIVO. Esta definição tem valor preditivo, uma vez que auxilia na escolha do tratamento mais adequado.

CLASSIFICAÇÃO MOLECULAR DO CARCINOMA  DE MAMA ATRAVÉS DA IMUNO-HISTOQUÍMICA

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ANTICORPOS E SUAS APLICAÇÕES DIAGNÓSTICAS

Anticorpos são proteínas que reconhecem um antígeno de forma específica e com alta afinidade.

Os anticorpos utilizados para a detecção específica podem ser de dois tipos: policlonais ou monoclonais.

Anticorpos Policlonais: possuem vários clones, ou seja, se originam de diferentes linfócitos B, o que significa que reagem com vários epitopos do antígeno.

Anticorpos monoclonais: Este tipo de anticorpo provém de somente um linfócito B, selecionado artificialmente e replicado diversas vezes como um clone.

Desta forma, este anticorpo liga somente a um epitopo de uma única forma.

 

Lista de anticorpos realizados pelo laboratório Fonte
[clique aqui]
  • Blocos de parafina
  • Lâminas com preparados citopatológicos (EXAME IMUNO-CITOQUÍMICO – esfregaços, citocentrifugados ou imprints fixados, mesmo já corados)

FORMULÁRIO DE REQUISIÇÃO PARA OS EXAMES [DOWNLOAD]

Os exames imuno-histoquímicos são realizados de forma padronizada e validada, com controle de qualidade interno individualizado por lâmina, através de técnica de tissue microarray desenvolvida e patenteada por nós, com validação científica através de publicações nacionais e internacionais. Além disso, participamos continuamente, com proficiência, de dois programas de controle de qualidade externos internacionais para imuno-histoquímica – do College of American Pathologists – CAP (Estados Unidos) e do United Kingdom Quality Assessment Scheme for immunocitochemistry – UK-NEQAS-ICC (Inglaterra).

 

 

O QUE É UM DIAGNÓSTICO DE REVISÃO / REVISÃO DE LÂMINA?

Consiste na emissão de uma segunda opinião sobre um laudo anatomopatológico já emitido antes.  Normalmente, é solicitado quando o médico que acompanha o paciente deseja confirmação ou complementação diagnóstica.

A MAMOGRAFIA É O MELHOR MÉTODO PARA O RASTREAMENTO DO CANCÊR DE MAMA?

A mamografia é o método padrão para o diagnóstico e rastreamento do câncer de mama. Mesmo nos casos em que o quadro clínico é suspeito, deve ser indicada.

COMO O CÂNCER DE MAMA MANISFETA-SE CLINICAMENTE?

A principal manifestação clínica do câncer de mama é o nódulo. Em geral, é de consistência endurecida, indolor, pouco móvel e irregular.

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Procedimento diagnóstico em painel de imunoistoquímica (duas a cinco reações)

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Procedimento diagnóstico em reação imunoistoquímica isolada